 O PCP vai realizar ao longo deste trimestre uma Campanha Nacional de contacto e mobilização dos trabalhadores e da população sob o lema «Com o PCP, Lutar contra as injustiças - Exigir uma vida melhor». Uma Campanha centrada nos temas do desemprego, da precariedade e dos salários, com forte presença de rua e no plano institucional, realizando comícios, sessões públicas e outras acções de esclarecimento, em que participará também o Secretário-Geral do PCP.
O PCP, no momento em que está prestes a ser conhecida a proposta de Orçamento de Estado, anuncia a realização de uma grande Campanha Nacional, de contacto e mobilização dos trabalhadores e da população sob o lema – Com o PCP, Lutar contra as injustiças - Exigir uma vida melhor - que se irá prolongar ao longo do primeiro trimestre deste ano.
Uma campanha que, centrada nos temas do desemprego, da precariedade e dos salários, contará com uma forte presença de rua apoiada em cartazes e folhetos, com centenas de distribuições junto a empresas em todo o país, com acções específicas dirigidas aos centros de emprego, às camadas mais jovens de trabalhadores e às mulheres trabalhadoras (no ano em que se assinala o centenário do Dia Internacional da Mulher). Comícios, sessões públicas, debates, acções de agitação e esclarecimento, algumas das quais com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, desenvolver-se-ão até ao final do primeiro trimestre.
Uma campanha que terá forte expressão também no plano institucional, seja na denúncia seja na proposta, a começar desde já pelas iniciativas agendadas para a próxima semana – de 18 a 22 de Janeiro - na Assembleia da República com a reapresentação da proposta do PCP de alargamento dos critérios de acesso ao subsídio de desemprego (que o PS já chumbou por 7 vezes), com a realização de uma audição sobre os horários de trabalho e a apresentação de uma proposta que visa limitar a desregulamentação e alargamento dos horários previstos no actual Código do Trabalho imposto pelo Governo PS.
A solução dos problemas do país exige outra política
O aumento do desemprego que atinge mais de 700 mil trabalhadores e a persistência do governo em negar apoios a mais de metade dos desempregados, os baixos salários e pensões responsáveis pelo agravamento do custo de vida, a ofensiva contra direitos laborais com a acentuação das situações de trabalho precário, o ataque contra as funções do Estado expresso no discurso agora ensaiado a propósito do défice das contas públicas, a liquidação do aparelho produtivo nacional e a acentuação da dependência do país, a par de uma política de favorecimento dos grandes grupos económicos e dos seus lucros e privilégios, confirmam a necessidade de uma ruptura com a política de direita do Governo PS e que tem sido também executada e apoiada por PSD e CDS-PP.
O Governo PS, ao mesmo tempo que se empenha na realização de novas promessas e ilusões, fala em “diálogo” e “consenso” para prosseguir a mesma política que conduziu o país à crise e ao declínio. Numa operação que procura apresentar a situação do país como sendo “inevitável” e fruto da “crise internacional” os grandes interesses económicos, desdobram-se em declarações a exigir mais sacrifícios aos trabalhadores e ao Povo português mantendo intocáveis os seus privilégios.
Governo PS e grande patronato apostam na pressão e chantagem sobre os trabalhadores. Em milhares de empresas e locais de trabalho os trabalhadores são confrontados diariamente com a ameaça de despedimento, com reduções de salários e remunerações, com a generalização da precariedade, com ataques à contratação colectiva e à sua dignidade.
Ao mesmo tempo, a luta de massas contra esta política emerge como a única resposta capaz de travar a ofensiva e impor novos direitos, como aconteceu com o aumento do salário mínimo nacional para 475€ em 2010, ou com o recente acordo entre o Governo e os Sindicatos dos Professores.
Com esta campanha o PCP pretende levar mais longe a sua proposta de ruptura com a política de direita, animar a luta de todos quantos aspiram a uma vida melhor e não se conformam com as injustiças, com o desemprego, com a pobreza e corrupção que aumenta no nosso país.
Com esta campanha o PCP quer reafirmar que o caminho é o do aumento dos salários, da criação de emprego com direitos, do combate à precariedade, do reforço dos serviços públicos, de defesa da produção nacional, do controlo público dos sectores estratégicos da nossa economia, da afirmação de uma outra política ao serviço dos trabalhadores, do Povo e do País.
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